Domingo, 28 de Junho de 2009

Adeus ao Rei


A morte de Michael Jackson trouxe aquela sensação familiar aos momentos de perda de grandes figuras públicas. Um sentimento de lamento, algo que nem sabíamos nos afetar tanto. Quando morre alguém assim, famoso, que faz parte da história de nosso consciente coletivo, lembro-me sempre de uma frase estampada numa das inúmeras faixas estendidas pelas ruas de São Paulo durante o cortejo fúnebre de Ayrton Senna: "Nem nós sabíamos que te amávamos tanto"...

Eu nem sabia que gostava tanto de Michael Jackson. E, desde quinta, ainda não tinha conseguido definir esse luto, até ler O Globo deste domingo. No Segundo Caderno, na coluna de Joaquim Ferreira dos Santos, a cobertura da homenagem prestada pelos organizadores do evento CEP 20.000, no Rio, trazia o depoimento de Chacal:

"Cara, não dá pra acreditar, é como se o Pernalonga tivesse morrido. Ele era um desenho animado, deve ter um mágico fazendo o velório".


Acho que era isso. Nas nossas mentes Michael era algo imortal, algo imaterial, que existiria para sempre, apesar de tudo.



Ainda no Globo, na página móvel Logo, que neste domingo, estava na página 38, a pergunta: Quem era M.J.?

Para mim, a melhor definição ficou por conta de Flávio Moura, curador da Flip:


"Que nem Deus: nem branco, nem preto, nem velho, nem jovem, nem homem, nem mulher..."


R.I.P. Michael....

Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

1 de maio

No dia internacional do trabalho, um belo dia de feriado em Juiz de Fora. Bom dia!

Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Pobres de nós

O poder público - melhor dizendo, os políticos - têm o péssimo hábito de atribuir à imprensa a "culpa" pela desmoralização do governo, como se o errado não fosse agir de forma a despertar incomodo em qualquer cidadão minimamente conhecedor de princípios éticos, mas sim divulgar essas ações.

Se jornalistas noticiam assuntos que fazem a população se revoltar contra a classe eleita de servidores públicos, é porque assuntos tiveram para divulgar.

Recentemente, com sucessivos escândalos envolvendo as casas legislativas federais, sobretudo o senado, alguns políticos voltaram ao velho costume de culpar a imprensa de fazer sensacionalismo, como se a contínua exposição de problemas referentes à conduta adotada na gestão do parlamento fosse perseguição.

Acerca disso, Eugênio Bucci, jornalista, autor de diversos livros que fazem parte da bibliografia de muitos cursos de Comunicação Social país afora, escreveu artigo para o site do Observatório da Imprensa que chamaria de definitivo. Ele trata com tamanha propriedade sobre o assunto, que só mesmo indo lá e conferindo pra saber.

Acesse: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=533JDB001

Abraços!!

Sábado, 11 de Abril de 2009

feriadão

Faixa de pedestres no cruzamento da Rua Halfeld com Av Rio Branco.

Av Rio Branco sentido Manoel Honorio, às 9:30h de sábado.

Os juiz-foranos, como de costume, voaram em disparada rumo a outros ares nesta semana santa. Para os pobres coitados que não enforcaram o sábado, como eu, restou a cidade tranquila e sem trânsito, como mostram as fotos tiradas agora, por volta de 9:30 da manhã. O céu está parcialmente nublado e a temperatura, no momento, é de 25 graus. Bom dia!

Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Bom dia Juiz de Fora! 24 graus.

Trabalhador brasileiro...

bom momento

Juiz de Fora tem vivido um ótimo momento no que diz respeito a shows de artistas nacionais. Ao longo do ano passado e já nos primeiros meses de 2009, os apreciadores da boa música não têm do que reclamar. E o repertório tem sido eclético. Fábio Júnior, Ana Carolina, Elba Ramalho, Flávio Venturine e Guilherme Arantes, Nando Reis, Capital Inicial, Biquíni Cavadão e Vanessa Damatta foram algumas das atrações que pude conferir em 2008. Este ano já foram Zeca Baleiro, Roberta Sá e, a agora nacional, Myllena. Para maio o ingresso pro Seu Jorge já está garantido! Que a safra continue abundante!

Terça-feira, 7 de Abril de 2009

Chuva

e o dia virou noite...

Às 18h e 50 min desta terça, as luzes dos postes se acenderam anunciando a chuva que ia cair.

Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

um bairro posto a baixo

A linda casinha azul celeste resiste à triste tendência que assola o Alto dos Passos. Belíssimos casarões antigos - muitos, mal conservados, admito - estão sendo demolidos para dar lugar a edifícios sem nenhum charme e até para tornarem-se estacionamento. Após a alteração do gabarito permitido para edificações na região, na última gestão de Tarcísio Delgado, houve um certo boom imobiliário que não se interessou em preservar a identidade do bairro, tampouco as tendências mais modernas de ocupação do solo e qualidade de vida . Rua Padre João Emílio, Dom Viçoso, Machado Sobrinho. Todas já assistiram incólumes a demolições de imóveis residenciais que contavam a história da própria cidade. Uma das ruas mais afetadas foi a Barão de Aquino. Nela, pelo menos cinco grandes casarões vieram ao chão. E o pior é que com o esfriamento do mercado imobiliário depois da crise financeira mundial, os projetos das construtoras não foram adiante e a rua virou uma sequência de terrenos cercados por tapumes. As mais recentes "vítimas" estão sendo duas belas senhoras da Moraes e Castro, próximo à esquina com a Barão de São Marcelino. Robson Alves, morador do bairro, disse ter ouvido do empresário que as adquiriu que, além delas, comprou também o sobrado onde hoje funciona o restaurante La Caprese. Ele quer ainda comprar a nossa brava heroína da foto, mas parece que o proprietário está sendo mais resistente. O projeto é colocá-las todas a baixo para que dêem lugar a um conjunto de lojas! Será que o, antes, charmoso bairro da zona sul, precisa e suporta mais estabelecimentos comerciais, que demandarão mais trânsito, mais coleta de lixo, mais fluxo de pessoas? Sem contar a poluição sonora que já perturba os moradores. Não sou contra o desenvolvimento, a construção de edifícios, o advento do comércio, que emprega, que, dependendo do ramo, valoriza a região onde se instala. Mas temos que aprender com o erro de outras cidades. Regiões já ocupadas, com um certo valor estético e arquitetura histórica, que caracterizam Juiz de Fora como uma cidade imperial e, posteriormente, industrial, precisam ser conservadas. As casas que estão sendo varridas da paisagem são das décadas de 20, 30, 40 do século passado, além de outras mais modernas, mas não menos importantes do ponto de vista arquitetônico e paisagístico.

Que se ocupem terrenos vazios existentes em outras regiões da cidade, nas quais o fluxo de pessoas ainda não está comprometido, o trânsito está menos saturado, nas quais ainda seja possível implantar linhas de ônibus, o que não é possível no bairro em questão. O Alto dos Passos é um bairro pequeno, cujo acesso se dá por ruas estreitas. É um bairro predominantemente residencial. Toda a nova demanda de transporte gerada é suprida com o uso do automóvel.

Se a manutenção de casarões já não é compatível com o ritmo de vida das famílias nos dias de hoje, que prezemos pela sua utilização por negócios que aproveitem o pé direito alto, os janelões amplos, os quintais de chácara... Ah se nossos filhos pudessem conhecer todo esse charme! Pelo visto, restará a eles caixotes com fachada de mármore branco e cinza, casas de pombos, de paredes finas por onde se ouve até a respiração do vizinho de cima.